Além do Brasil, outros
seis países latino-americanos escolhem seus presidentes neste ano. Duas
eleições já aconteceram: em El Salvador, em março, e na Costa Rica, em abril.
Depois é a vez de Panamá, Colômbia, Bolívia e Uruguai.
Em El Salvador, quem
venceu foi após dois turnos – o primeiro em 02 de fevereiro, o segundo em 09 de
março – foi Salvador Sánchez Ceren da FMLN (Frente Farabundo Martí para
Libertação Nacional), legenda de centro-esquerda, a mesma do atual presidente,
Mauricio Funes.
De acordo o Tribunal
Supremo Eleitoral (TSE), ele teve 50.11% (1,495,815 votos), enquanto o segundo
colocado, Norman Quijano, do partido Arena (Aliança Republicana Nacionalista),
teve 49.89% (1,489,451 dos votos). Sánchez Ceren assume em 1º de junho.
O futuro presidente da
Costa Rica será Luis Guillermo Solís, do partido Ação Cidadã, de
centro-esquerda, com cerimônia de posse marcada para 08 de maio. A eleição
aconteceu em dois turnos, um em 02 de fevereiro e o outro em 06 de abril.
O segundo colocado foi
Johnny Araya, candidato do partido governista, Partido Libertação Nacional
(PLN). O PLN esteve na liderança do Executivo nos últimos oito anos com Óscar
Arias (2006-2010) e com Laura Chinchilla (2010-2014).
Solís teve 77.77% do
total, o equivalente a 1.338,321 votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
Araya teve 22.23%, 382,600 votos. No mesmo dia, além da eleição presidencial,
aconteceram as eleições legislativas.
No Panamá as eleições
serão em 04 de maio, tanto para presidente e vice como para os 71 deputados da
Assembleia Nacional e para prefeituras.
O atual presidente,
Ricardo Martinelli, cujo mandato começou em 2009, não pode concorrer novamente.
O candidato governista é José Domingo Arias, do partido Mudança Democrática
(Cambio Democrático). Arias é empresário da indústria têxtil e foi ministro de
Moradia (Vivienda y Ordenamiento Territorial) e vice-ministro de Comércio
Exterior do atual governo.
As pesquisas de
intenção de voto apontam Arias como primeiro colocado com números que variam
entre 39% e 35%. O segundo da lista é Juan Carlos Navarro, do oposicionista de
centro-esquerda PRD (Partido Revolucionário Democrático), com 32 %. O terceiro
nome nas pesquisas é Juan Carlos Varela, do Partido Panameñista, atual vice-presidente,
com 25%.
Em 25 de maio, as eleições
acontecem na Colômbia.
Juan Manuel Santos,
atual presidente, é candidato novamente pela coalizão Unidade Nacional. Ele é
sucessor do último mandatário, Álvaro Uribe. Além dele, favorito nas pesquisas,
outros quatro candidatos formalizaram candidatura.
As seguintes
acontecerão apenas no segundo semestre, primeiro no Brasil, em 05 de outubro.
Em 12 de outubro, a Bolívia escolherá seu presidente e o vice, mais 130
deputados e 36 senadores – data anunciada em abril pelo Tribunal Eleitoral.
No Uruguai, as eleições
serão em 26 de outubro, marcando o final do primeiro mandato de José Pepe
Mujica, presidente do Uruguai. Ele não poderá concorrer a outro mandato
subsequentemente. Seu pré-candidato é o ex-presidente Tabaré Vázquez
(2005-2010), da mesma coalizão, Frente Ampla, de esquerda. Os uruguaios vão
escolher também 99 deputados e 30 senadores
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