sábado, 3 de dezembro de 2011

Terremoto que atingiu o Japão deslocou leito marinho.

O terremoto que sacudiu o Japão no último dia 11 de março e atingiu a usina nuclear de Fukushima deslocou o leito do mar 50 metros na horizontal e 16 metros verticalmente, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira (2) na revista ‘Science’.
Os pesquisadores completaram os estudos batimétricos, que medem a forma do fundo do mar e a profundidade do oceano, para obter maior conhecimento sobre o impacto do terremoto que provocou um devastador tsunami no litoral do Japão.
A pesquisa, dirigida pelo professor Toshiya Fujiwara, da Agência japonesa de Tecnologia e Ciências Marinhas e da Terra (JAMSTEC) revela que o impacto foi maior do que haviam calculado até agora.
Os especialistas compararam as medições do fundo do mar – antes e depois do terremoto – e identificaram as diferenças em toda sua extensão com o eixo da Fossa do Japão, onde aconteceu o terremoto de 9 graus na escala Richter.
A placa do Pacífico se movimenta em direção ao oeste, batendo e ficando por cima da plataforma continental Okhotsk, criando tensão entre as placas tectônicas que podem provocar terremotos.
Segundo o estudo, perto do epicentro do tremor a placa Okhotsk se movimentou 50 metros para o sudeste rumo à fossa marinha.
Os cientistas acreditam que este deslocamento contribuiu para a geração das ondas do tsunami que aconteceu depois do terremoto.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Guantánamo é prisão mais cara do mundo.

Estabelecimento gerido pelos EUA gasta 800 mil dólares por cada um dos 171 detentos, muitos deles mantidos sob custódia mesmo sem acusações formais.
Dados divulgados no diário espanhol El País, e atribuídos ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos, apontam Guantánamo como a prisão mais cara do mundo. Os 171 detentos do estabelecimento em Cuba custam aos contribuintes norte-americanos 137 milhões de dólares (cerca de 242 milhões de reais) por ano, ou 800 mil dólares cada (1,4 milhão de reais). Enquanto isso, a média de gastos por pessoa no sistema carcerário em solo americano é de 25 mil dólares (cerca de 45 mil reais) anuais.
A prisão de Guantánamo, aberta em 2002 meses após os atentados de 11 de Setembro, funciona sob a “lógica preventiva”. Os detentos enviados para o local não precisam necessariamente de acusações formais e podem ser mantidos em custódia por tempo indeterminado, desde que os EUA os considerem um risco.
O resultado desta polêmica premissa foi exposto pelo site Wikileaks em maio de 2011, com o vazamento de 759 fichas secretas dos 779 presos que já passaram pelo estabelecimento. De acordo com os documentos, ao menos 150 detidos eram inocentes, entre eles idosos com demência senil, doentes psiquiátricos e professores.

sábado, 5 de novembro de 2011

Bill Gates perdeu uma grande chance de ficar calado.

Fundador da Microsoft, Bill Gates passou pelo Brasil e disse, em entrevista a Patrícia Campos Mello, que nós (brasileiros) precisamos colaborar mais com os países pobres. “Nós ajudamos”, disse, “mas é pouco. Já os Estados Unidos, seguiu, são o pais que mais ajuda os pobres no mundo”.
Os Estados Unidos quebraram a economia mundial com seus derivativos. Torraram 4 trilhões de dólares em guerras que só contribuíram para elevar a tensão política e diplomática no planeta. Num esforço para recuperar o terreno perdido de suas empresas, os EUA mantém o dólar artificialmente baixo. Isso prejudica a indústria dos países emergentes e atrapalha a criação de empregos. Nenhuma dessas medidas contribuiu para o bem-estar da humanidade. Nenhum problema foi resolvido.
Deve ser bom ver o mundo como Bill Gates. Mas é difícil acreditar que seja verdade.
Amigo dele, Warren Buffett, bilionário e benfeitor, deixou toda sua herança para obras de caridade. Seus filhos receberam uma quantia tão pequena que devem ter ficado traumatizados pelo resto da vida, tamanha foi a “malvadeza”. Mas Warren Buffett admite que ainda assim não era suficiente.
Depois de olhar para a crise americana, concluiu que os ricos tem feito pouco para recuperar o país e escreveu um artigo dizendo que pessoas com sua fortuna deveriam pagar mais impostos. Mostrou que pagava, relativamente, menos imposto do que seus funcionários de renda muito menor. Buffett ficou do lado certo. Pouco depois, começou o Ocupe Wall Street, que denuncia uma economia onde 99% trabalham para enriquecer 1% nos EUA. Realmente eles fazem muito para os pobres do mundo...quanta bondade.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ESPIÃO GLOBAL ou PIG (Partido da Imprenssa Golpista)

O jornalista William Waack, da Rede Globo, se tornou um dos assuntos mais discutidos no Twitter nesta quinta-feira graças a supostos documentos da Wikileaks que o apontariam como informante do governo americano. Apesar de vagas e desencontradas, algumas informações são verdadeiras. O Informe JB entrou em contato com a jornalista Natalia Viana, responsável pela Wikileaks no Brasil, que confirmou a história. Waack é citado não apenas uma, mas três vezes como informante da Casa Branca. Dois dos documentos que o citam são considerados “confidenciais”.

Nos documentos vazados pelo Wikileaks, o jornalista Fernando Rodrigues, colunista da Folha de S. Paulo, também aparece como informante, em encontro na embaixada dos EUA.
Numa conversa de 2006, Rodrigues teve um encontro com representantes da embaixada americana, e disse entre as quatro paredes que o TCU (Tribunal de Contas da União) era aparelhado politicamente pelos demo-tucanos, e tinha relatórios feitos para usar como batalha partidária da oposição contra o governo.
Disse que o tribunal faz análises não confiáveis e seus noves ministros são geralmente ex-senadores ou ex-deputados escolhidos por seus colegas para atuarem partidariamente. Rodrigues citou nominalmente o ministro Aroldo Cedraz, a quem classificou como “carlista” – ligado ao finado Antonio Carlos Magalhães.
De acordo com os documentos, Rodrigues também fazia análises políticas para a embaixada americana e avaliou o cenário da Câmara em 2006, que teve como oponentes Arlindo Chinaglia, do PT, e Aldo Rebelo, do PCdoB. Rodrigues disse que, se Aldo perdesse, ganharia como prêmio de consolação o Ministério da Defesa (o que não ocorreu).
Agora, com a publicação de O Dia sobre os telegramas diplomáticos que revelam seu comportamento, vazados pelo Wikileaks, estão obrigados a dar explicações públicas.
Já não podem dizer que a informação é obra de “blogueiros sujos”.
Colher informações, para um jornalista, é sua obrigação.
Fornecer informações, éticamente, é algo que só ao leitor se faz.
Não a diplomatas estrangeiros, ainda mais nas sombras.
Isso tem outro nome, que deixo ao leitor a tarefa de lembrar qual.

O Brasil e as assombrações.

                                               
 Por Assis Ribeiro
Do Tijolaço
Mr. Summers, o Brasil e as assombrações.




“Summers lembrou que, em 1999, quando negociava com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seus “bons amigos” Pedro Malan (então ministro da Fazenda) e Armínio Fraga (então presidente do Banco Central) para ajudar o Brasil a sair de uma crise, seria inimaginável pensar que, 12 anos depois, o Brasil “conseguiria acessar o mercado internacional em condições melhores não apenas que Grécia, Portugal, Espanha e Bélgica, mas também França”.

Não era inimaginável, Mr. Summers, apenas não se queria imaginar isso. O Brasil, na cabeça de seus “bons amigos” era aquela coisinha miúda, que botava uma roupinha imitando as da corte e entrava ali, “limpando os pé” e se portando direitinho, dizendo que faria tudo “direitinho”, para os “moço tratá nóis bem”.

Ficou famoso o vídeo em que o chefe de Summers, o então presidente Bill Clinton – até com certa grosseria,diga-se de passagem – passa uma descompostura em Fernando Henrique Cardoso, que pedia para os países ricos adotarem um imposto sobre transações financeiras especulativas, o que ele mesmo não fazia aqui, muito ao contrário.

Ao contrário, a ordem aqui era dar mais e mais liberdade de especular e ainda entregar, praticamente sem desembolso, o nosso patrimônio ao capital internacional.

E o nosso país – tal qual nosso presidente de então – era sempre, “bonzinho” e disposto a fazer – ah, como aquelas assombrações arrogantes que povoam a nossa história econômica recente, os bons amigos de Mr. Summers, repetiam isso… – “o dever de casa”.

Mas na reportagem, Mr. Summers diz que o Brasil não tem sido “imune” ao nacionalismo econômico, criticando medidas que privilegiam empresas e produtores nacionais em detrimento dos estrangeiros. Segundo ele, é algo “tentador” no curto prazo, mas que no longo prazo não tem efeito positivo.

Mr. Summers, Mr. Summers, o senhor, que gostava tanto de citar a frase de Lord Keynes – quando mudam as circunstâncias, eu mudo de opinião – , não está vendo que as economias que não se protegem, como era a brasleira no tempo em que seus “bons amigos” a dirigiam, ficam estagnadas e vão para o brejo a cada solavanco que vocês arranjam lá, nas obsoletas locomotivas da economia mundial?
Não vê que seu país está em crise, torcendo para que a economia chinesa venha, como a cavalaria nos filmes de faroeste, salvar a atividade e o emprego nos EUA?

O Brasil sempre foi o que era, Mr. Summers, porque seus governantes sempre foram como seus “bons amigos”.

O senhor faria bem, como recomendava Keynes, se mudasse de opinião e visse que o nacionalismo econômico – bem dosado, sem xenofobia e primarismos – é o único caminho para o desenvolvimento dos países. Como, aliás, foi para os EUA. E junto com a mudança de opiniões poderia, também, mudar de amizades.

FOTO. Que lastimável cena de servidão, olha só a cara de felicidade e "puxa-saquismo" do FHC, lamentavel uma vergonha para a nossa soberania.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cláudia Costin repudia novela da Globo que estimula não estudar. Vão criticá-la igual a Ministra Iriny?

Cláudia Costin é Secretária municipal de Educação da prefeitura do Rio de Janeiro (gestão peemedebista do prefeito Eduardo Paes), e manifestou protestos contra a falta de responsabilidade social da TV Globo.
A novela Fina Estampa escolheu uma música para cena de baile funk cuja letra estimula jovens a não estudar. A personagem Solange (Carol Macedo) rebola no baile funk e canta a música "Dez no popozão", cuja letra é esta:
... Eu odeio redação / mas requebro até o chão / Não sou boa no estudo / levo zero em quase tudo / Reprovada no provão / tirei dez no popozão / Meu diploma é de funkeira / vem comigo meu irmão / Põe a mão no popozão / e requebra até o chão.
Como se não bastasse a letra desestimulando o estudo, a "obra prima" de Agnaldo Silva exibiu a personagem em uniforme oficial das escolas da Prefeitura do Rio, na primeira vez em que apareceu cantando a música. E sem autorização da prefeitura.
Costin criticou:
“No momento em que toda a sociedade realiza um esforço conjunto para melhorar a educação pública no Rio e em todo o país, a Secretaria Municipal de Educação considera lamentáveis as imagens exibidas em Fina Estampa em que Solange enfatiza, em seus diálogos, o descompromisso com a educação e preconiza o fracasso escolar. As imagens acabam estigmatizando a educação pública, uma vez que a personagem, em uma das cenas, utilizou, sem autorização, o uniforme oficial das escolas da Prefeitura do Rio”.

Cláudia Costin ocupou diversos cargos em administrações e ONG's tucanas. Foi até ministra da Administração no governo FHC, e secretária estadual de cultura no governo Alckmin (2003-2005).
E agora? O Agninaldo Silva, o Reinaldo Azevedo, o Ricardo José Delgado (Noblat), o Augusto Nunes, a loira-burra da revista Época vão dizer o mesmo que disseram da ministra Iriny Lopes?
Vão fazer piadas, ridicularizando-a? Vão dizer que a Cláudia Costin está censurando? Interferindo na "obra prima" do autor? Na "liberdade de expressão"?
Vão dizer que Costin está com inveja do popozão da atriz global, como falaram da ministra?
O cartunista Chico Caruso fará charges com Cláudia Costin de mini-short dançando o funk "Dez no popozão"? "Globo e você, tudo a ver".....
Esta rede de "comunicação" mostra um verdadeiro desserviço ao Brasil, até quando vamos suportar? ACORDEM BRASILEIROS, SEJAM CRÍTICOS. 

Movimento ocupa Wall Street.

Os participantes do movimento Occupy Wall Street (Ocupem Wall Street) devem espalhar sua concentração da Baixa Manhattan em Nova York para protestar em diferentes áreas da cidade, segundo a organização das manifestações citada pela emissora americana de TV CNN.
Uma marcha planejada para a tarde desta terça-feira terá entre o roteiro passar em frente a casas de grandes empresários, como o executivo-chefe do JP Morgan, Jamie Dimon, o bilionário David Koch e o presidente da News Corporation, Rupert Murdoch.
Desde o início da ocupação, de acordo com a CNN, os manifestantes não foram para longe do centro da cidade, onde está o epicentro dos protestos no Zuccotti Park.
Ontem, o magnata Russell Simmons, o músico Kanye West e o reverendo Al Sharpton foram ao local apoiar a causa da ocupação, que é contra a ganância que dizem prosperar no centro financeiro de Wall Street, a inaptidão política contra a crise e o poder exercido pelos americanos mais ricos.
De segunda para terça-feira, a polícia de Boston prendeu cerca de 60 pessoas que participavam dos protestos que ecoaram na região, de acordo com o departamento policial local, após desrespeitarem um ultimato para deixarem o bairro que haviam ocupado. Ontem, cerca de 30 pessoas foram presas em Iowa e também já houve detenções em Nova York e Washington.
O movimento está gerando debates entre lideranças políticas também. Os democratas, de maneira geral, manifestaram apoio à causa dos protestos, enquanto vários republicanos os descreveram como "luta de classes".
Para o sábado próximo, há uma manifestação programada no Facebook em Wall Street nomeada como "Call to Action Against Banks" (algo como "Chamado para Ação Contra Bancos"), cuja descrição prometia que os participantes iriam ocupar todos os lugares e pedia que as pessoas visitassem seus bancos.
"Os bancos não vão mais levar nossas casas. Os bancos não vão mais roubar o futuro de estudantes. Os bancos não vão mais destruir o meio ambiente. Os bancos não vão mais financiar a miséria da guerra. Os bancos não vão mais causar desemprego em massa. E os bancos não vão mais lucrar com crise econômica sem resistência", dizia a mensagem.
O presidente da central operária nacional AFL-CIO, Richard Trumka, fez uma declaração pública: o movimento conhecido como Ocupa Wall Street capturou a paixão de milhões de estadunidenses, que perderam a esperança nos políticos desta nação e, agora, com esses atos, falam diretamente a eles. Apoiamos os manifestantes em sua determinação de responsabilizar a Wall Street por suas ações e demandar a criação de empregos. Estamos orgulhosos que hoje em Wall Street, motoristas, pintores, enfermeiras e trabalhadores de serviços básicos unam-se a estudantes, proprietários de casas, desempregados e aos que não têm emprego fixo para fazer um chamado por mudanças fundamentais que precisam ser feitas.