terça-feira, 13 de novembro de 2018

UNESP - GEOGRAFIA


ATENÇÃO
     A primeira fase do vestibular da Unesp é composta por uma prova de conhecimentos gerais. O candidato tem 4 horas e 30 minutos para resolver 90 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas cada. São em média 3 minutos para resolver cada questão. Por isso, é uma prova que exige bastante atenção do aluno em relação ao tempo total de duração.


Serão 30 questões para cada uma das seguintes áreas:
- Linguagens e Códigos: língua portuguesa e literatura, língua inglesa, educação física e arte;
- Ciências Humanas: história, geografia, filosofia e sociologia;
- Ciências da Natureza e Matemática: biologia, química, física e matemática.

Conteúdos de Geografia:

Cartografia: análise interpretativa de dados geográficos (mapas, gráficos e tabelas);
Localização espacial, longitude (fusos horários) e latitude e coordenadas geográficas;
Relevo: estrutura e dinâmica do relevo e formações geomorfológicas;
Clima: dinâmica atmosférica e fenômenos climáticos;
Vegetação: distribuição geográfica das vegetações;
Água: distribuição, consumo, a dinâmica do ciclo hidrológico e seus conflitos;
Questão da terra: a posse sobre a terra, sistemas agropecuários, evolução, a concentração fundiária e fome;
O petróleo: consumo, distribuição e sua geopolítica, ontem e hoje;
Populações: dinâmica e transformações no espaço geográfico e no tempo histórico;
A indústria: processos de industrialização suas diferenciações; dinâmica comercial e blocos supranacionais;
Questões ambientais: interação homem-produção-natureza, o desenvolvimento sustentável e os protocolos ambientais;
Recursos minerais e energéticos no Brasil e mundo;
Urbanização e transportes no Brasil e mundo;
Regionalização do Brasil;
Geopolítica e mundo atual: as transformações do capitalismo e de seus antagonistas, a formação de blocos econômicos, os movimentos sociais, lutas reivindicatórias e a questão da identidade.

Dicas

– A cartografia e os dados geográficos formam a base de análise e interpretação de todos os temas citados. É, portanto, a base da interpretação do conhecimento geográfico. Fique atento às categorias quantitativas e às qualitativas (que indicam as variedades).
– A geografia física é uma parte importante nas provas da Unesp. Há questões bastante específicas como as que pedem classificação, zona de ocorrência e interação com o meio social. Perceba as interações entre biosfera, atmosfera e litosfera. Fenômenos como El Niño, monções, sismos, vulcanismo e avanço da desertificação são pontos frequentes.
– Dentro da geografia humana, principal vilão da prova, saiba relacionar as questões da terra, urbanização e população, com destaque para os movimentos migratórios ou de êxodo.
– O petróleo constrói o cenário de disputas geopolíticas entre Oriente e Ocidente: o choque eterno entre dois mundos distintos. Você precisa saber as interações econômicas dentro das bandeiras políticas.
– Nos últimos anos, as questões ambientais foram destaque nas provas. Estude as principais convenções ambientais e as principais reivindicações. Atente-se à interferência de interesses econômicos dentro da aceitação ou refutação dos protocolos.

Gráfico com os conteúdos que mais caíram de 2014 a 2017.



quinta-feira, 1 de novembro de 2018

DICAS DE GEOGRAFIA PARA O ENEM DE 2018


GEOGRAFIA

                O Enem – Exame Nacional do Ensino Médio – traz, em seu edital, a divisão de alguns tópicos e subdivisões para organizar e apontar os conteúdos e temas a serem abordados durante a aplicação das provas. No que tange à Geografia, ela foi inserida no campo das “Ciências Humanas e suas Tecnologias”, possuindo temas que se encaixam em todos os seus respectivos subitens. Segundo o edital do Enem, esse campo divide-se em:
                - Diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade;
                - Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do                                Estado;
                - Características e transformações das estruturas produtivas;
                - Os domínios naturais e a relação do ser humano com o ambiente;
                - Representação espacial.
Dessa forma, após uma análise sobre a descrição e os temas apontados para cada um desses títulos, elaboramos uma divisão dos principais conteúdos da Geografia para facilitar os estudos para aqueles que desejam se aprofundar mais e melhor nos temas dessa disciplina. Vale ressaltar que os temas são os mesmos apontados pelo edital, de forma que o presente trabalho trata-se apenas de uma reorganização didática.
Cultura e Sociedade – temas referentes ao patrimônio, às práticas, às heranças e aos movimentos culturais nas sociedades. É importante tentar compreender como as práticas culturais comportam-se na era da Globalização.
Geografia do Brasil – formação territorial do Brasil, industrialização do Brasil, formas de regionalizar o país (regiões do IBGE e regiões Geoeconômicas), cidades e urbanização brasileira, fronteiras agrícolas, guerra fiscal no Brasil.
Demografia – conceitos demográficos, dinâmicas populacionais, teorias sobre o crescimento demográfico e a disponibilidade de recursos (teoria malthusiana, neomalthusiana e reformista), além de índices populacionais (IDH, renda per capita, expectativa de vida etc.).
Geopolítica – Globalização, Nova Ordem Mundial, conflitos pós-Guerra Fria, atentados terroristas no século XXI, blocos econômicos (destaques para a União Europeia e o Mercosul), organizações internacionais (ONU, Opep, Banco Mundial, FMI, etc.), países emergentes (destaque para os BRICS), regionalização do mundo.
Geoeconomia – Industrialização, Terceira Revolução Industrial, transformações nos modos de produção (Taylorismo, Fordismo, Toyotismo e Volvismo), transformações no mundo do trabalho, uso econômico dos recursos naturais, concentração e desconcentração industriais.
Geografia Urbana – Urbanização mundial, redes e hierarquias das cidades, metropolização e problemas socioambientais urbanos (segregação, favelização, ocupações irregulares, mobilidade urbana, violência urbana etc.) e formação do espaço urbano-industrial.
Geografia Agrária – Agronegócio exportador no Brasil e no mundo, produção e transformação dos espaços agrários, êxodo rural, modernização dos equipamentos e das técnicas agrícolas (revolução verde), transgênicos, elevado consumo de agrotóxicos, agricultura familiar, estrutura fundiária do campo, reforma agrária, conflitos e movimentos sociais do campo, além da relação entre campo e cidade.
Meio Ambiente e recursos naturais - transformação do meio natural pelo homem, uso dos recursos minerais, fontes de energia, recursos hídricos e sua importância; bacias hidrográficas, ciclo da água, uso sustentável dos recursos naturais, problemas ambientais contemporâneos (aquecimento global, ilhas de calor, inversão térmica, chuva ácida, destruição da camada de ozônio etc.), efeito estufa, nova ordem ambiental internacional, políticas ambientais brasileiras e mundiais, unidades de conservação, preservação dos recursos naturais.
Geografia Física e fenômenos naturais: estrutura interna e camadas da Terra, formação e estruturação dos solos e do relevo, agentes endógenos e exógenos de transformação da superfície, erosão, intemperismo, sedimentação, tipos de rochas, ciclo das rochas, estruturas geológicas, diferenças e relações entre tempo e clima, fatores climáticos, fenômenos atmosféricos, tipos de clima no Brasil e no Mundo, biomas e domínios morfoclimáticos no Brasil e no Mundo.
Cartografia: os mapas e seus elementos (escala, legenda etc.), técnicas de leitura e interpretação dos mapas, tipos de mapas, projeções cartográficas, Sistemas de Informações Geográficas (SIGs), geoprocessamento e tecnologias cartográficas, coordenadas geográficas e fusos horários.
Por fim, salientamos que os candidatos, ao estudarem cada um desses temas acima apresentados, procurem os enxergar em um contexto mais amplo e não apenas em suas subdivisões. Assim, é interessante sempre relacionar os assuntos com as mais diversas formas de saberes, produzindo, assim, um conhecimento interdisciplinar.

Assuntos de geografia que mais caem no ENEM

Vamos falar sobre os 7 assuntos de geografia que mais caem no ENEM. Não vá marcar bobeira, fique ligado em cada um deles.

1) Questões ambientais
Se o Enem gosta de questões multidisciplinares, a prova de geografia torna-se um terreno muito fértil para essa proposta. Vale lembrar que a geografia relaciona fenômenos físicos, bióticos, socioeconômicos, bem como os impactos ambientais. Deve-se partir do princípio que a geografia estuda a Terra como um sistema.
Um exemplo fácil é pensarmos os problemas ambientais decorrentes dos nossos padrões de consumo. Se há um consumo exacerbado, há uma produção exacerbada. O impacto vai desde o modo de produção (dejetos industriais, por exemplo), ao aumento de lixo. Você já reparou quanto de plástico e de papel é utilizado em embalagens que vão ser descartadas sem nenhum proveito?
2) Agropecuária
Já dizia Bela Gil: “Comer é um ato político”. E o que ela quer dizer com essa frase? É importante sabermos a procedência dos alimentos que chegam a nossa mesa. Não só pelo fato da agropecuária corresponder a uma grande fatia da economia brasileira. Esse tema envolve outros aspectos, como monoculturas, utilização de químicos e agrotóxicos, exportação, entre outros tópicos. Ou seja, vai desde o modo de produção a qualidade dos produtos que chegam a nossa mesa.
Alguns tópicos são indispensáveis para quem vai prestar o Enem, tenha bem claro em sua mente os seguintes conceitos: latifúndio, minifúndio, cultivos permanentes, sistemas intensivos e extensivos, monocultura, policultura etc. Entre as questões recorrentes, costumamos encontrar uma que aborde sobre a concentração de terras em nosso país, e o predomínio do latifúndio e da exportação em detrimento dos pequenos produtores e da produção local e aos conflitos por posse de terra.
3) Fases do capitalismo
Como não falar do Capitalismo, não é mesmo? Esse sistema que por si só gera tanta polêmica. Você já se perguntou como o Capitalismo aparece na prova de Geografia? Pois bem, geralmente, ele está relacionado a temas como a indústria, o comércio e até mesmo abordagens históricas, como os efeitos da Guerra Fria, por exemplo, e como ela influenciou a economia, e como o poder dos Estados Unidos e da antiga União Soviética afetaram a sociedade do século XX.
4) Urbanização
Para quem é dos grandes centros urbanos, aí está um tópico que facilmente você visualiza em seu dia-a-dia. As questões do Enem que tratam sobre Urbanização costumam falar sobre os problemas das cidades. Por exemplo, crescimento desordenado, os problemas relacionados ao transporte, habitação e desemprego.
5) Indústria
Que o Brasil teve uma industrialização tardia, já sabemos. No entanto, hoje em dia ela está entre os manda chuva da economia nacional. Esse tópico está bem relacionado a questões históricas, pois o Enem aborda as diferentes fases de industrialização, desde a Revolução Industrial a indústria de hoje em dia, sempre levando em conta os aspectos econômicos e sociais nas diferentes regiões do mundo.
Aqui também entra os tão falados modelos de produção como taylorismo, fordismo, toyotismo e volvismo.
6) Migrações
Outro tópico importantíssimo e que implica diretamente em nosso contexto atual, principalmente, pela imigração de refugiados como, por exemplo, os haitianos, é a Migração. Saber as condições que esses povos resolvem migrar para o Brasil, como eles são recebidos (tanto pelas políticas de imigração, quanto por nós brasileiros), bem como as condições que esses imigrantes conseguem sobreviver por aqui estão entre os tópicos indispensáveis em suas leituras.
Vale lembrar que as migrações tratam dos movimentos urbanos que acontecem nos mais variados contextos e no mundo todo. Para começar os estudos desse tema, o aluno deve saber distinguir imigração de emigração. Além do mais, é indispensável saber interpretar mapas, gráficos e conhecer as diferenças entre os movimentos migratórios, como pendular, sazonal e êxodo rural, bem como os impactos desses movimentos.
7) Comércio
Esse tópico tem uma relação direta a outro tema já citado aqui, o capitalismo. Nesse tema o aluno deve se ater as relações comerciais entre diferentes países ou regiões, e, claro, aos impactos na economia mundial. O aluno não pode descuidar de tópicos relevantes que implicam em nossa economia atualmente, como os fenômenos do capitalismo a partir da segunda metade do século XX, a exemplo da formação de blocos econômicos, a globalização da economia e os efeitos de escolas de pensamento. Não basta apenas estudar os aspectos globais, é muito importante pensar em como se efetua a economia em nosso país. Temas como a balança comercial do Brasil, exportações e parcerias com outras partes do mundo não podem ficar de fora da sua lista de estudos. Esse tema também pode ser acompanhado nos noticiários de economia, fique atento.

Além desses assuntos é bom prestar atenção nos temas abordados pela Geografia Física como: geologia, relevo, hidrografia e Geografia Humana.
Espero ter contribuído com seus estudos de Geografia. GRANDE ABRAÇO E BOA SORTE NAS PROVAS.

Atualidades para o Enem 2018


Oi pessoal tudo bem? Está chegando o grande dia, destaquei alguns temas de ATUALIDADES de 2018 do Brasil e do mundo que podem estar presentes em alguma questão do Enem ou dos vestibulares, ou mesmo como tema de redação. Se tiverem alguma duvida mande uma mensagem. 
GRANDE ABRAÇO, BONS ESTUDOS E BOA SORTE NAS PROVAS.


1 – Fake News
As notícias falsas (fake news – inglês) são motivo de preocupação em vários países, pois interfere negativamente em áreas como política, economia, saúde, segurança e educação. Nos Estados Unidos, por exemplo, as notícias falsas compartilhadas nas redes sociais contribuíram para a eleição de Donald Trump e causou a maior crise da história do Facebook.
No Brasil, grupos políticos como o Movimento Brasil Livre (MBL) já foram acusados por disseminar conteúdo mentiroso e tiveram páginas deletadas na rede social. Recentemente, boatos espalhados pelo WhatsApp fizeram pessoas não vacinarem contra o sarampo e outras doenças.
A maior possibilidade do tema ser cobrado no Enem é por meio da redação, exigindo do participante uma proposta para combater as fake news no Brasil.
2 – Epidemias
Em 2018, algumas doenças que estavam erradicadas retornaram, como o sarampo, poliomielite, rubéola e difteria. A crise financeira brasileira e, consequentemente, a precariedade com que vivem várias famílias contribuíram para o retorno dessas doenças. Além disso, o surto de sarampo em Roraima tem relação direta com a imigração de venezuelanos. Parar piorar, motivadas por fake news, pessoas estão escolhendo não tomar vacinas.
Os participantes do Enem podem ser cobrados quanto a origem dessas doenças, sintomas, vacinas e formas de tratamento.
3 – Crise na Venezuela
Quem vai fazer o Enem tem que ficar ligado no que está acontecendo na Venezuela. Embora a crise econômica, política e humanitária do país de Nicolás Maduro esteja sendo noticiada mais frequentemente no segundo semestre por causa dos refugiados em Roraima, a situação da Venezuela é complicada há anos. Desde 2013, mais especificamente.
A queda do preço do barril de petróleo, principal artigo da economia venezuelana, o esgotamento político do chavismo e o isolamento econômico promovido pelos Estados Unidos causaram uma crise sem precedentes.
4 – Refugiados e Imigrantes
A onda de refugiados e imigrantes não acontece só no Brasil. A Europa encara esse problema há alguns anos, em razão das guerras e terrorismo no Oriente Médio e África. O caso mais grave é o da Síria, onde boa parte da população fugiu do país por causa de uma guerra civil que já dura sete anos.
A questão dos imigrantes e refugiados na Europa ganhou evidência depois que a França foi campeã da Copa do Mundo de Futebol, disputada na Rússia entre junho e julho. A maioria dos jogadores franceses nasceu na África ou é descendente de africanos.
5 – Coreias
No cenário internacional, talvez o assunto mais falado foi a reaproximação das Coreias, intermediada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As Coreias do Norte e do Sul assinaram uma declaração de paz até o fim de 2018, além de prometerem acabar com o arsenal nuclear dos países.
O Enem pode cobrar dos participantes o que originou a separação das Coreias e a situação do regime ditatorial da Coreia do Norte. Apesar do isolamento econômico, o país presidido por Kim Jong-un chamou atenção do mundo por conta dos testes nucleares.
6 - Governo Trump
Falando em Donald Trump, o presidente americano segue com as medidas polêmicas. A que mais chamou a atenção em 2018, sendo capa de muitos jornais, foi a aplicação uma lei dos anos 50, que previa que filhos de imigrantes sem documentos poderiam ser separados de seus pais.
Na política externa, por sua vez, Trump também tem colecionado uma série de contestações. Ele retirou o país do Tratado do Pacífico, alegando que não havia vantagens e anunciou a saída dos Estados Unidos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), prevista para 2020.
7 - Minorias e Direitos Humanos
O respeito aos direitos humanos é uma marca das provas do Enem. Vários grupos considerados minoritários já foram abordados na prova, como crianças e adolescentes, idosos, mulheres, negros e deficientes físicos.
Como dica, o candidato pode treinar redações cujos temas são grupos ainda não abordados no Enem, como refugiados, índios e Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros (LGBT).
8- Meio ambiente
Os domínios ambientais, a relação do ser humano com o meio ambiente e as causas e consequências do efeito estufa são temas que podem ser solicitados em diversas matérias do Enem, como Geografia, Ciências e até mesmo em Redação. O estudante deve estar atento principalmente aos problemas causados pela ação humana, como a poluição, e a crise hídrica.
9 – Eleições
Com as eleições no Brasil, outra possibilidade é que o Enem tenha alguma questão relacionada à política, seus conceitos, cidadania e os diretos da população. A prova de redação também pode abordar esse tema.
10 – Greve dos caminhoneiros
A greve dos caminhoneiros literalmente parou o Brasil em maio. Os protestos evidenciaram a dependência do país pelo transporte de cargas por rodovias e uso de combustíveis fósseis. Desde o Governo JK, o país parou de investir em ferrovias e, atualmente, as rodovias representam 60% do transporte de carga do Brasil.
Diante deste cenário, é bem provável que o assunto apareça nos vestibulares e no Enem, cobrando dos estudantes conhecimento sobre os motivos que levaram o país a esta situação e o que fazer para mudar o cenário.
11 - ARMAS QUÍMICAS E GUERRA CIVIL NA SÍRIA
A Casa Branca anuncia que o governo dos EUA enviou mísseis aéreos a estabelecimentos de pesquisa e produção de armas químicas na Síria, com apoio da França e da Inglaterra. Estamos em 13 de abril de 2018. O que causou essa resposta militar foi um ataque químico – com cloro e sarin – em uma cidade ocupada por rebeldes sírios contrários ao governo de Bashar Al-Assad. Bashar e o governo russo negam participação em tal crime de guerra contra a própria população.
A guerra civil na Síria é a maior crise humanitária do século XXI. Estima-se que o conflito vitimou 400 mil pessoas e 11 milhões foram obrigadas a se deslocar dentro da Síria. Com a economia em frangalhos, quase 80% dos sírios vivem abaixo da linha de pobreza. Esse levante contra o governo de Al-Assad faz parte de um movimento chamado Primavera Árabe e culminou no início da guerra civil na Síria.
12 - 70 ANOS DO ESTADO DE ISRAEL E A INAUGURAÇÃO DA EMBAIXADA AMERICANA EM JERUSALÉM
Jerusalém é um território em disputa há séculos, por ser uma terra sagrada para judeus, árabes e cristãos? Quando a Organização das Nações Unidas fundou o Estado de Israel e propôs a divisão desse território sagrado, a ideia não foi bem aceita pelo povo palestino. Isso gerou um conflito armado em 1948, no qual Israel ocupou terras e estendeu suas fronteiras. Assim, a rivalidade se consolidou. Lá para 1967, na “Guerra dos Seis Dias”, Israel ocupou totalmente a região sem autorização da ONU, com o objetivo de firmar sua presença em Jerusalém e estabelecê-la como capital. Essa ocupação foi criticada pela maioria das nações e por isso nenhum país mantinha sua embaixada em Jerusalém, a Cidade Santa.
No dia 14 de maio, em homenagem aos 70 anos do Estado de Israel, os Estados Unidos transferiram a sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, desencadeando diversos protestos que levaram à morte de mais de 50 pessoas na Faixa de Gaza. Como transferir a embaixada significa reconhecer que Jerusalém é a capital de Israel, a decisão de Donald Trump foi duramente criticada pela Autoridade Palestina, pela ONU, por diversos países e até mesmo pelo Papa Francisco. Segundo os críticos dessa mudança, a decisão é irresponsável e atrapalha as negociações de paz na região.
13 - MUDANÇA DE LIDERANÇA EM CUBA
Após quase 60 anos de uma Cuba liderada pelos irmãos Castro, 2018 trouxe uma mudança significativa na presidência da ilha: eleito com 99% dos votos na Assembleia Nacional de 19 de abril, o novo presidente é Miguel Díaz-Canel. Pela primeira vez desde a Revolução Cubana, a ilha tem um presidente civil, sem histórico militar nem participação na revolução de 1959. Embora o novo líder seja engenheiro, professor universitário e progressista em temas como acesso à internet e direitos dos homossexuais, o foco do governo estará nas reformas econômicas e constitucionais pedidas pela população. Essas reformas buscam a atualização de da economia predominantemente estatal.
14 - INSTABILIDADE ECONÔMICA DA ARGENTINA
Em maio de 2018, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou à população que iria pedir um resgate financeiro ao Fundo Monetário Internacional, o FMI. O pedido de empréstimo é de 30 bilhões de dólares e contraria o que o Macri prometeu em sua campanha presidencial, assim como declarações de seu Ministro da Fazenda, que prometeu o não regresso da Argentina ao FMI.
Pode parecer estranho que esse empréstimo seja tão significativo à população da Argentina, mas o histórico do país com crises econômicas é extenso e explica a preocupação. Há 15 anos a Argentina não recorria ao FMI, mas a situação financeira do país é preocupante. A economia argentina é bastante dependente da variação do dólar e, com os seus recentes aumentos, o governo subiu a taxa de juros de 22% para 40%. O aumento dos juros, a desvalorização do peso – a moeda argentina – e a inflação tornam a situação da Argentina bastante preocupante.
15 - DOCUMENTOS DA CIA SOBRE A DITADURA BRASILEIRA
No dia 10 de maio, um professor de relações internacionais da FGV, Matias Spektor, revelou nas redes sociais a existência de um memorando da CIA, agência de inteligência dos Estados Unidos, com informações até então desconhecidas sobre a ditadura brasileira. O memorando relata uma reunião de militares que ocorreu no dia 30 de março de 1974. Um desses militares era Ernesto Geisel, que havia assumido a presidência do país duas semanas antes. Durante a reunião, foram relatadas ao presidente as ações tomadas contra “subversivos perigosos”. Segundo o militar que fazia o relato, 104 pessoas assim classificadas teriam sido executadas no ano de 1973. O então presidente se questionou sobre os perigos dessa política e disse que pensaria sobre o assunto durante o final de semana. No dia 1º de abril, ele autoriza essa política, mas solicita que apenas os “subversivos mais perigosos” fossem executados.

Já se sabia que os militares estavam envolvidos com perseguições políticas e execuções durante a ditadura, porém esse documento revela, pela primeira vez, que elas eram tratadas como políticas de Estado e autorizadas pelo alto escalão do governo. Essa revelação mostra a brutalidade do regime ditatorial, pois as execuções são proibidas pela legislação brasileira e por acordos internacionais que o Brasil já havia assinado à época. É raro, inclusive, casos no mundo em que um presidente autoriza uma política como essa. Não se sabe como os Estados Unidos tiveram acesso a essas informações. Segundo levantamento da Comissão Nacional da Verdade, que investiga a violação dos direitos humanos no período, 89 pessoas morreram ou desapareceram após 1º de abril de 1974. Já segundo o exército, os documentos que poderiam comprovar a veracidade desse memorando já foram destruídos de acordo com as normas existentes à época.
16 - 30 ANOS DE CONSTITUIÇÃO CIDADÃ E ELEIÇÕES 2018
Comemoramos em 2018 os 30 anos da nossa Constituição Federal, promulgada em 1988. A história dessa Constituição é interessante, pois ela celebra a conquista de diversos direitos que antes os brasileiros não tinham. Como se sabe, houve uma ditadura militar no Brasil entre 1964 e 1985. Depois de manifestações populares reivindicando eleições diretas, o que acabou não acontecendo, o próximo passo para a democracia foi a criação de uma Assembleia Constituinte, uma comissão de especialistas que criaria a Constituição Federal.
17 - Intervenção Federal no Rio de Janeiro
Intervenção Federal no Rio de Janeiro é o assunto no Brasil e nossa aposta é que ele aparecerá, de alguma forma, no Enem deste ano, porque apesar de estar na categoria atualidades, a verdade é que intervenção “militar” no Rio de Janeiro só é novidade para quem não mora lá. Este tema pode ser trabalhado de diversas formas nas  questões do exame, como:
Desigualdade social;
Violência urbana;
Direitos humanos;
Democracia e autoritarismo.
Além de “minorias e representatividade”, porque também são temas relacionados, uma vez que a intervenção ocorre, principalmente, nas zonas mais pobres. O tema corrupção também pode ser relacionado, já que ele é uma das motivações para esta intervenção. Tanto pela prisão recente de vários dos maiores caciques políticos do Estado do Rio, quanto pela corrupção em Brasília.
18 - Previdência e o Mundo do Trabalho
Desta lista de atualidades, a reforma da previdência parece ser o tema menos provável, mas também pode cair indiretamente na prova. Vale a pena analisar quais são os motivos para ampliar o tempo para aposentadoria.
Alguns possíveis seriam:
- Maior tempo de vida produtiva dos seres humanos;
- Desvio de dinheiro da previdência para outras áreas;
- Diminuir o impacto das políticas sociais nas contas do governo.
E, de outro lado, também temos algumas discussões extremamente importantes envolvidas, como:
- Automação e robotização com fechamento de postos de trabalho;
- Desvalorização do trabalho não qualificado;
- Desigualdades regionais brasileiras…
Agora você deve estar se perguntando: o que tudo isso tem a ver com a reforma da previdência? Aí é que está a questão. A reforma da previdência, assim como as atualidades temáticas anteriores, serve como base para discutir temas mais amplos.
19 - Febre Amarela no Brasil
A febre amarela é uma doença transmitida pela picada de mosquitos infectados pelo vírus Flavivírus. Ela provoca infecção e, em casos graves, pode causar a morte em poucos dias. Porém, estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram, recentemente, um surto endêmico.
É importante lembrar que os macacos NÃO transmitem a febre amarela — eles são tão vítimas quanto nós, seres humanos. Os primatas servem como bioindicadores, alertando a população sobre a presença ou não do Flavivírus.
A principal ferramenta de prevenção é a vacina contra esse tipo de vírus. Com o surto da doença em algumas regiões do país, as filas nos postos de saúde aumentaram significativamente. A imunização só é garantida dez dias após a aplicação dos anticorpos.

20 –  Datas
Os 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial
Os 200 anos do Nascimento de Karl Marx
Os 100 anos do Nascimento de Nelson Mandela
Os 50 anos da morte de Martin Luther King
Centenário da Morte de Olavo Bilac

sábado, 8 de setembro de 2018

Celulares, capitalismo e obsolescência programada. (Carta Maior)


Como reunir, em cada aparelho, alguns dos metais mais raros do planeta - cuidando para que a devastação resultante converta-se rapidamente em desperdício.


Algo como cinco bilhões de pessoas, em todo o mundo, usará um celular em 2020. Cada aparelho é feito de muitos metais preciosos, sem os quais não seriam possíveis vários de seus principais recursos tecnológicos. Alguns como o ouro, nos são familiares. Outros, como o térbio, são menos conhecidos.
A mineração desses metais é uma atividade que está na base da moderna economia global. Mas seu custo ambiental pode ser enorme, provavelmente muito maior do que temos consciência. Vamos conhecer alguns desses metais-chave, o que fazem, e o custo ambiental de retirá-los do solo.
Derramamento catastrófico de rejeitos
Ferro (20%), alumínio (14%) e cobre (7%) são os três metais mais  comumente usados em seu celular. O ferro é utilizado nos alto-falantes e microfones, e nas molduras de aço inoxidável. O alumínio é uma alternativa leve ao aço inoxidável, também usado na fabricação do forte vidro das telas dos smartphones. O cobre é utilizado na fiação elétrica.
Contudo, enormes volumes de resíduos, líquidos e sólidos (denominados “rejeitos”), são produzidos quando da extração desses metais. Normalmente, os rejeitos das minas são armazenados em vastas estruturas de captação, que chegam a ter vários quilômetros quadrados de área. Catastróficos derramamentos de rejeitos de mineração alertam para o perigo dos métodos inadequados de construção e da negligência no monitoramento da segurança das minas.
O maior desastre já registrado ocorreu em novembro de 2015, quando o rompimento de uma barragem numa mina de ferro em Minas Gerais, no Brasil, provocou o derramamento de 62 milhões de metros cúbicos(o suficiente para encher 23 mil piscinas olímpicas) de rejeitos ricos em ferro no Rio Doce. A lama inundou as cidades locais e matou 19 pessoas, atravessando 650 km até alcançar o Oceano Atlântico, 17 dias depois.
Mas esse é só um dos 40 derramamentos de rejeitos de mineração ocorridos na década passada, com impactos de longo prazo  ainda desconhecidos na saúde humana e no meio ambiente. Uma coisa, porém, está clara. Conforme aumenta nossa sede por tecnologia, aumentam em número e tamanho as barragens de rejeitos da mineração, assim como o seu risco de rompimento.
Destruição do ecossistema
Ouro e estanho são comuns em celulares. Mas a mineração desses metais é responsável por grande devastação ecológica, da Amazônia peruana às ilhas tropicais da Indonésia. A mineração do ouro, usado nos celulares principalmente para fazer conectores e fios, é uma das principais causas do desmatamento da Amazônia. Além disso, sua extração da terra gera resíduos com alto teor de cianeto e mercúrio – substâncias altamente tóxicas que podem contaminar a água potável e os peixes, com sérias consequências para a saúde humana.

O estanho é usado como elemento para solda em eletrônica. O óxido de índio-estanho é aplicado às telas de celulares como um revestimento fino, transparente e condutor, que oferece a funcionalidade de tela sensível ao toque. Os mares que cilrcundam as ilhas Bangka e Belitung, na Indonésia, fornecem cerca de um terço do suprimento mundial. No entanto, a dragagem em grande escala de areia rica em estanho, retirada do fundo do mar, destruiu o precioso ecossistema de corais, e o declínio da indústria pesqueira gerou problemas econômicos e sociais no país.
Lugar mais poluído do planeta?
O que torna seu celular inteligente? São os chamados elementos de terras-raras – um grupo de 17 metais com nomes estranhos, tais como o praseodímio, que são extraídos principalmente na China, na Rússia e na Austrália.
Frequentemente apelidados de “metais tecnológicos”, os terras-raras são fundamentais para o design e a função dos smartphones. Os cristalinos alto-falantes, os microfones e a vibração dos celulares só são possíveis devido aos diminutos, porém potentes motores e ímãs fabricados com neodímio, disprósio e praseodímio. O térbio e o disprósio também são usados para produzir as cores vibrantes de uma tela de smartphone.
A extração de terras-raras é um negócio difícil e sujo, envolvendo o uso dos ácidos sulfúrico e fluorídrico, e a produção de grandes quantidades de resíduos altamente tóxicos. Talvez o exemplo mais perturbador sobre o custo ambiental de nossa sede por celulares seja o “lago mundial do lixo tecnológico” em Baotou, na China. Criado em 1958, esse lago artificial recolhe o lodo tóxico das operações de processamento de terras-raras.
Os valiosos metais usados na fabricação de celulares são um recurso finito. Estimativas recentes indicam que nos próximos 20 a 50 anosnão teremos mais alguns dos metais terras-raras – o que nos leva a pensar se ainda haverá celulares por aí. Reduzir o impacto ambiental do seu uso exige que os fabricantes aumentem a vida útil dos produtos, tornem a reciclagem mais direta e reduzam os impactos ambientais causados pela busca desses metais. Em todo o mundo, as empresas de mineração afirmam ter feito avanços em extração mais sustentável. Mas também nós, como consumidores, precisamos considerar os celulares menos como um objeto descartável e mais como um recurso precioso, que carrega enorme peso ambiental.
*Karen Hudson-Edwards é professora de mineração sustentável na Universidade de Exeter, no Reino Unido; Patrick Byrne é professor sênior de geografia na Universidade John Moores de Liverpool, Reino Unido.
**Tradução de Inês Castilho publicada originalmente no Outras Palavras

quarta-feira, 30 de maio de 2018

A adesão da Colômbia à OTAN



O que é a OTAN?
Em 4 de Abril, 1949, o Tratado do Atlântico Norte foi assinado, também conhecido como o Tratado de Washington, que uniu 12 países fundadores, ou seja, Estados Unidos, Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Islândia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal e Reino Unido, em uma única organização de cooperação militar, mais conhecida como OTAN.
Posteriormente, novos membros assinaram o tratado. Turquia e Grécia juntaram-se à organização em 1952; Alemanha Ocidental em 1955; Espanha em 1982; Hungria, Polônia e República Tcheca em 1999; Bulgária, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Letônia, Lituânia e Romênia em 2004; Albânia e Croácia em 2009; Montenegro em 2017. Atualmente é composta por 29 membros.
Vale ressaltar que a maioria dos países que aderiram à OTAN após o colapso da União Soviética, em 1991, faziam parte do chamado Pacto de Varsóvia fundada em 14 de maio de 1955, em resposta à organização atlantista pois significava, em quadro da Guerra Fria, uma ameaça militar ao chamado bloco Comunista do Leste Europeu e parte da Eurásia.
A OTAN nasceu em um contexto de altas tensões entre os EUA e a União Soviética, quando a guerra total parecia já estar na esquina, de modo que as alianças multinacionais cada lado naquela época ajudaram a neutralizar esse tipo de confronto, embora tenham tocaram um papel importante no que seria conhecido como Guerra Fria, de confronto de guerra indireto, político, econômico, cultural, em diferentes partes do planeta, inclusive na América Latina.
Um fator importante da OTAN é que apoia ativamente a manutenção de armas nucleares, sob sua responsabilidade, uma vez que supostamente favorece a paz mundial.

Estrutura e funcionamento da OTAN
Esta organização mantém um comando central permanente e integrado no qual o contigente militar e civil de todos os países trabalha coletivamente. Os dois comandos estratégicos da OTAN estão na Bélgica e nos EUA, os comandos conjuntos na Holanda e Itália, o comando aéreo na Alemanha, o comando terrestre na Turquia e o comando marítimo no Reino Unido.
O artigo mais importante do tratado é o número 5, que diz que: “As partes concordam em que um ataque armado contra um ou mais deles ocorreu na Europa ou na América do Norte será considerado um ataque contra todos eles”. O Artigo 5 só foi invocado uma vez como resultado dos ataques (de bandeira falsa) em Nova York e Washington em 11 de setembro de 2001, nos quais aliados da OTAN participaram de duas operações militares no Afeganistão.
A organização é preservada como uma entidade puramente política e militar, de modo que operações de inteligência e contrainteligência são comuns, assim como atividades relacionadas ao terrorismo, tráfico de drogas, várias operações ilícitas e defesa abrangente de seus membros.
Em teoria, os países que compõem a OTAN devem gastar 2% do seu PIB em defesa militar. Para este ano de 2018, apenas cinco deles chegaram a contribuir acima desse valor.
Além disso, a OTAN mantém relações com outros países e organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU, com a qual mantém uma relação mais do que estreita), a União Europeia (UE) e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. Desde 2005, a União Africana recebe apoio da OTAN. E a organização tem parceiros e aliados no Oriente Médio, Ásia e América Latina (Iraque, Paquistão, Japão, Coréia do Sul, etc.), com os quais possui acordos bilaterais e alguns são “parceiros globais”.

O acordo Colômbia-OTAN
A novidade é que foi assinado, não um acordo bilateral, mas um acordo de segurança. O Acordo de Segurança  entre a Colômbia e a OTAN, foi assinado em 25 de junho de 2013 entre o secretário-geral adjunto da organização atlantista, Alexander Vershbow, e o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón. Desde então, os Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores da Colômbia enviaram um projeto de lei para ratificar a aliança ao Congresso de seu país.
No mesmo ano, a Colômbia participou da Conferência da OTAN com uma apresentação sobre a construção de integridade militar, e de acordo com a mesma organização do país sul-americano supostamente contribuir para a luta contra o narcotráfico e o terrorismo internacional.
Por sua vez, o exército colombiano trocaria medidas com entradas de inteligência da OTAN e os esforços para práticas em operações “humanitárias”, o equivalente a um acúmulo militar para os objetivos do país latino-americano.
O acordo não permitiu que a Colômbia poderia tornar-se um membro pleno da OTAN por considerações geográficas e administrativas, e também suporta o envio de tropas estrangeiras (exceto os EUA, como é de fato hoje) em solo colombiano. Isso em teoria.
Este acordo foi transformado no tempo, até 18 que de maio de 2017 chegou a formalidade que a Colômbia poderia se tornar um “parceiro global” da aliança atlantista como são e Mongólia, Japão, Afeganistão e Nova Zelândia, como por exemplo, tornando-se o primeiro na América Latina.
O que significa ser um “parceiro global”?
Acordos bilaterais foram assinados entre a OTAN e os países da América Latina. A relação com a Argentina, para dar um exemplo, tem sido muito estreita: em 1997 foi nomeado pela Administração Clinton “aliado não-OTAN”, um status que traz colaborações importantes em diferentes áreas militares. Até mesmo os argentinos levaram batalhões para outros países em operações “humanitárias” da OTAN na Croácia, Haiti, Angola, Moçambique, Guatemala, Kuwait, Líbano e Chipre, durante os anos 90.
Mas tais sociedades são menos profundas do que a categoria de “parceiro global”, que se compõe por outras características. Significa, basicamente, uma ligação íntima entre o país e a estrutura da OTAN, que cobre a maioria das áreas militares em estreita colaboração.
De fato, desde 2013, a Colômbia e a OTAN participaram de uma Iniciativa de Construção Integral em áreas limitadas como “educação e treinamento militar, segurança marítima, boa governança e integridade construtiva”, segundo o site oficial da aliança.
Para isso, a Colômbia permitiu que a OTAN trabalhasse em profundidade na instituição militar local e levou sua equipe correspondente aos cursos da escola da OTAN em Oberammergau (Alemanha) e do Instituto de Defesa da OTAN em Roma (Itália), desde 2013. A Colômbia também participou em numerosas conferências militares de alto nível relacionadas com a organização atlantista.
Em 2015, a Colômbia apoiou as operações navais da “contra-pirataria” da OTAN no Chifre da África, de acordo com o mesmo portal da organização multinacional.
No futuro, o país latino-americano como um “parceiro global” poderia participar em operações e missões lideradas pela assistência da ONU e OTAN para as forças armadas colombianas de acordo com as normas e regulamentos da organização.
Implicações geopolíticas na América Latina
Dado que a Colômbia está intimamente ligada à estrutura e infra-estrutura do Pentágono, com nove bases militares dos EUA no seu território, e uma nova doutrina militar e visões estreitas relações entre as forças armadas colombianas e Washington.
Sabendo que o plano do Pentágono é criar o caos todo o planeta, destruindo Estados-nações e sociedades inteiras, para reorganizar-se em duas grandes políticas áreas geo-econômicas, do Norte e do Sul, constituindo, assim, não só a visão militar dos EUA, mas o desenvolvimento global das relações internacionais, podemos sugerir que a Colômbia é inserido como o principal pivô da América Latina de uma estratégia que procura impor elites ocidentais como “gendarme necessário” de uma região geopoliticamente disputado por outros atores de grande peso. Estamos nos referindo, é claro, à Rússia, politicamente e militarmente, e à China, economicamente e financeiramente.
A OTAN, liderada desde a sua criação por os EUA, tomou parte da mesma estratégia em várias partes do mundo: na Iugoslávia (Europa Oriental) balcanizada, Líbia (África) no Iraque e Síria (Oriente Médio). “Humanitárias” operações militares nos dois primeiros países terminou em um desastre distópico em governar as mais diversas atividades de degradação humanas criminosas e culturais, e o oficial ou de fato seus territórios em poder de terroristas multinacionais em benefício da partição ou da eliminação de fronteiras. Na Síria, o plano falhou, após sete anos de guerra, mesmo com o apoio da Aliança Atlântica a grupos terroristas no Oriente Médio e os ataques dos EUA à Damasco.

Se levarmos em conta a atitude beligerante da Colômbia contra a Venezuela e Equador (lembre-se do incidente militar-diplomático em 2008), principalmente em relação ao governo de Nicolas Maduro, é possível esclarecer que a OTAN apoiar os esforços militares de Colômbia em seu papel como membro ativo do Grupo de Lima.
O otanização da Colômbia, em sua figura de “parceiro global”, poderia dar um caráter de “regular” e dar apoio logístico para as células dos paramilitares colombianos na fronteira colombiana-venezuelana, que iria ajustar a pré-guerra, girando o relacionamento com a Venezuela. Em uma analogia sobre o conflito sírio, que disse em 2013 que “a Colômbia jogaria totalmente contra a Venezuela o mesmo papel que a Turquia (antes das negociações com a Rússia e Irã) joga contra a Síria: cabeça de ponte para 'frentes armadas' heterogêneas apoiadas logística e militarmente pelos países da OTAN”.
O mesmo governo venezuelano tornou pública na imprensa em 2016 a rejeição à integração da Colômbia à OTAN: “O governo venezuelano se opõe fortemente à tentativa de introduzir fatores externos de capacidade nuclear em nossa região, cujo passado e performances recentes são o de ampliar a política de guerra, violar acordos bilaterais e regionais dos quais a Colômbia faz parte (Unasul, Celac), através dos quais declarou a América Latina eo Caribe como Zona de Paz.
Além disso, seria um “modelo” para outros parceiros dos EUA na região, incluindo Argentina, Brasil, Chile, Peru, Panamá (em suma, o Grupo de Lima), uma vez que esta associação militar tem implicações para as várias operações supostamente antiterroristas e “humanitárias” que atualmente são realizados pelos EUA e pela OTAN no resto do mundo.
Do Resumo Latino-Americano

sexta-feira, 18 de maio de 2018

O PROCESSO DE REGIONALIZAÇÃO DO BRASIL


O espaço geográfico é um espaço diferenciado. Paisagens diversas aparecem aos olhos de quem se desloca, produzindo sensações de alegria, depressão, espanto, curiosidade, etc.
Viajando de carro ou de ônibus, observamos uma sucessão de imagens: montanhas e vales desaparecem e são substituídos por planícies, florestas verdejantes tomam o lugar de arbustos ressecados ou gramíneas rasteiras. Viajando de avião, abaixo do tapete de nuvens, observamos campos cultivados que desenham formas geométricas, pastagens extensas quase vazias, montanhas recobertas de árvores. Quando o avião decola ou aterrissa, aparecem edifícios, favelas, ruas movimentadas, chaminés: a paisagem da cidade.
Quais são as causas de todas essas diferenças? Por que o espaço geográfico apresenta paisagens tão variadas?
A primeira causa da variedade de paisagens está na natureza. A natureza é bastante diversificada. Ela produz variações muito grandes no espaço geográfico. Climas, relevo, solos e vegetação são responsáveis pelo aparecimento de diferentes paisagens naturais. Lugares muito quentes e secos exibem vegetação pobre, de arbustos cinzentos e gramíneas esparsas. Lugares quentes e úmidos exibem vegetação florestal e grandes rios. Em lugares frios aparecem monótonas florestas de pinheiros.
A Segunda causa da variedade de paisagens está na sociedade. A produção de riquezas e as culturas diferenciam o espaço geográfico e as paisagens.
Algumas áreas foram ocupadas pela economia moderna a tempos. Com isso, foram profundamente modificadas pelo trabalho social dos homens que ergueram cidades e indústrias, cultivaram os campos, construíram rodovias e ferrovias. Outras áreas dedicam-se à produção agrícola tradicional.
Regionalizar o espaço geográfico é dividi-lo em regiões, levando em conta as diferenças paisagísticas e a organização socioeconômica das diversas áreas. É possível regionalizar espaços geográficos grandes ou pequenos. Pode-se regionalizar um bairro, dividindo-o em áreas residenciais, industriais, e comerciais. Pode-se também dividir o mundo inteiro, identificando, por exemplo, regiões desenvolvidas e subdesenvolvidas.



A divisão regional oficial
a divisão oficial do Brasil em regiões baseia-se principalmente nas características humanas e econômicas do território nacional. A regionalização elaborada pelo IBGE divide o país em cinco macrorregiões. Os limites de todas elas acompanham as fronteiras político-administrativas dos estados que formam o país.


Os complexos regionais

Existe outra forma de regionalizar o Brasil, de uma maneira que capta melhor a situação socioeconômica e as relações entre sociedade e o espaço natural. Trata-se da divisão do país em três grandes complexos regionais: o Centro-Sul, o Nordeste e a Amazônia.
Ao contrário da divisão regional oficial, esta regionalização não foi feita pelo IBGE. Ela surgiu com o geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger no final da década de 60, nela o autor levou em consideração o processo histórico de formação do território brasileiro em especial a industrialização, associado aos aspectos naturais.
Brasil: Divisão Regional de Milton Santos
O critério principal da regionalização proposta por Milton Santos e Maria Laura Silveira foi o “meio técnico-científico-informacional”, isto é, a informação e as finanças estão irradiadas de maneiras desiguais e distintas pelo território brasileiro, determinado “quatro brasis”:


ALGUMAS PROPOSTAS DE REGIONALIZAÇÃO DO BRASIL:


 Contribuição do aluno João Victor do 2º colegial do Ensino Médio de São Sebastião do Paraíso - MG . Ele explica assim a sua proposta: "aqui estão os planos do maior e melhor projeto do Brasil que jamais existiu, mas fique tranquilo que é só a 1 parte". Valeu João estamos aguardando as próximas partes.









sexta-feira, 16 de março de 2018

No Dia da Mulher, estatísticas sobre trabalho mostram desigualdade. (IBGE)


     As estatísticas sobre o mercado de trabalho mostram que as mulheres não usufruem das mesmas condições que os homens em diversos aspectos, como rendimento, formalização e disponibilidade de horas para trabalhar. No dia Internacional da Mulher, os dados relativos ao quarto trimestre de 2017 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C) comprovam que ainda há muito a conquistar na direção da igualdade de gênero.
     Das 40,2 milhões de trabalhadoras, 24,3% haviam completado o ensino superior, enquanto entre os homens ocupados a proporção era de 14,6%. Apesar disso, em média, as mulheres que trabalham recebem rendimentos 24,4% menores que os dos homens.
A pesquisa mostra que 6,0% dos homens trabalhadores eram empregadores, enquanto a proporção das mulheres ocupadas nessa posição era praticamente a metade: 3,3%. Já o percentual de mulheres na posição de trabalhador familiar auxiliar (3,6%), caracterizada pelo não recebimento de salário, era muito superior ao dos homens (1,5%).
     A PNAD Contínua mostra, também, que a participação das mulheres supera a dos homens em algumas profissões culturalmente identificadas como “femininas” e associadas a menores salários. A maior disparidade é encontrada na categoria dos empregados domésticos, na qual 92,3% são mulheres. Mas elas também predominam no magistério, nas enfermarias e na assistência social. Nesse sentido, no setor da administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, a participação das mulheres (25,2%) era bem maior que a dos homens (10,9%).
Atividades tipicamente masculinas, como construção civil e transporte, armazenagem e correio, empregavam, respectivamente, 13% e 7,8% dos homens ocupados. Já os percentuais da população ocupada feminina nessas atividades eram pequenos: 0,5% e 1,2%, respectivamente.



Sete em cada dez empregadas domésticas não têm carteira assinada

     Em relação à carteira de trabalho, as estatísticas são mais favoráveis às mulheres do que aos homens: quase 80% das empregadas do setor privado possuíam carteira de trabalho assinada, enquanto entre os homens o percentual era de 72%. Mas a situação era bem diferente entre as 5,9 milhões de empregadas domésticas, das quais 71,6% não tinham carteira assinada. Entre os homens nessa atividade, 57,7% trabalhavam sem carteira.
     As mulheres dedicaram 18 horas semanais a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos, 73% mais tempo do que os homens (10,5 horas). Trata-se de uma característica arraigada em nossa sociedade, que leva grande parte das mulheres a procurarem por ocupações em tempo parcial, como forma de conciliar trabalho e afazeres. Assim, o percentual de mulheres que trabalhavam 39 horas ou menos por semana (34,6%) era muito superior ao dos homens nessa condição (19,1%), no último trimestre de 2017. Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, professoras e atendentes de telemarketing estão nessa situação.
     Com isso, as mulheres eram cerca de 54% dos 6,46 milhões de trabalhadores subocupados (pessoas que trabalham menos de 40 horas semanais, mas gostariam de trabalhar mais). De acordo com Cimar, um exemplo dessa situação “são as mulheres que têm filho pequeno, que querem trabalhar mais, porém não conseguem, por não terem com quem deixar a criança”.

FONTE:https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/20287-no-dia-da-mulher-estatisticas-sobre-trabalho-mostram-desigualdade.html